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10 de fevereiro de 2010

Punk Style Rock - Viviene Westwood I

Estava pensando em usar esse blog, tambem, como um bom espaço para deixar aqui algumas pesquisas sobres estilistas e grandes marcos da moda.
A idéia veio porque uma vez eu tive que fazer um project para uma aula de inglês e fiz sobre Coco Chanel. Eu ja sabia que ela tinha sido uma grande figura inovadora, e a frente de seu tempo, mas ao longo da pesquisa fui lendo e descobrindo muitas coisas, que desconhecia, o que no final me rendeu um trabalho prazeroso de fazer e cheio de descobertas. 
Afim de iniciar novas descobertas, resolvi pesquisar também sobre Viviene Westwood. Porque outro dia  me deparei vendo algo sobre ela, e percebi que no final, o que sempre citam, ao falar de Viviene, é que a história dela se confunde com a história do punk. O que é a mais pura verdade, e que tento relatar aqui para vocês ...



(Viviene Westwood)

Vivienne Isabel Swire nasceu em 1941, em uma cidade da Inglaterra chamada Tintwistle. Aos 17 anos ela se mudou para Londres, e passou a dar aulas de inglês, e foi onde conheceu Derek Westwood, um diretor de uma escola de dança, com quem se casou e teve seu primeiro filho. Viviene chegou a estudar moda na Faculdade de Arte de Harrow, mas achava que não levaria uma vida para as artes. 
A então pacata mãe de família, talvez influenciada pelo clima rebelde e liberal do final dos anos 60, terminou seu casamento e iniciou uma viagem por uma vida completamente nova, pautada por muita polêmica e ousadia.
Ao se separar, conheceu quem iria se tornar seu segundo marido, Malcolm McLaren. 


(Viviene ao lado de Malcolm)

Além de um caso de amor, entre os dois havia uma sociedade, pois Malcolm e Viviene se tornaram sócios e abriram sua primeira loja que, inspiradas no rock dos anos 50, vendia objetos e roupas que lembravam Elvis Presley e o rock and roll original da época. A loja se chamava "Let It Rock", e se localizava no lendário endreço de número 430 da Kings Road. 


A estilista também passou a criar peças visando o público marginalizado da periferia, criando suas próprias roupas, pensando nos que vivem à margem da sociedade, negros e rockers. 


Com inúmeras polêmicas e problemas na justiça a loja teve que mudar seu nome, em 1972, para "Too Fast to Live, Too Young to Die".  Daí a ousadia e o reconhecimento de suas roupas passou a se destacar. Passou a adotar um visual sexualmente explícito e fetichista, com roupas rasgadas, peças de couro, t-shirts com estampas eróticas, motivos africanos, entre outros. Com a repercussão vieram novamente problemas na justiça, o que levou a mudarem o nome da loja novamente, agora para "Sex".


(A loja Sex, em Londres)


Viviene transgrediu ainda mais a moda e adotou t-shirts que ganharam ainda mais ousadia com mensagens mais explícitas, a borracha se tornou a principal matéria-prima de suas criações. Além de, naquela época, passaram a vender objetos sadomasoquistas na Sex. Esse modo de se vestir passou então a ser conhecido como o conceito de moda Punk. 


(Viviene Westwood e seu visual punk)

Agora imaginem essa mulher vestida assim, no meio do movimento hippie doas anos 70. É pra chocar e marcar meesmo, não é não?!


MAS O QUE MAIS INFLUENCIOU O ESTOURO DO PUNK?


O seu então marido e sócio Malcolm McLaren, na época da inauguração da Let It Rock, ficou muito conhecido entre músicos e moderninhos Londrinos. A loja bem frequentada pela galera ''underground'' de Londres, recebeu uma vez os integrantes de uma banda chamada New York Dolls, e o visual dos rapazes daquela banda conquistou Malcolm, uma mistura de brilho, sadomasoquismo e extravagância.


(New York Dolls)


 E foi quando Malcolm decidiu ser empresário daquela banda. Porém quando chegou em Nova York percebeu que os caras tavam muito ultrapassados e caiu fora. 
Mas enquanto esteve em Nova York aprendeu uma coisa e levou a idéia para casa. Lá ele tinha percebido que, naquela época, em 75, no mundo do rock o que valia mais do que o som produzido, era a atitude. E ao perceber esse conceito, Malcolm decidiu formar uma nova banda. E fazer um aproveitamento do novo estilo criado por ele e por sua mulher, Viviene Westwood, como algo comercial.


McLaren voltou a Londres com a finalidade de montar ele próprio uma banda usando o padrão que havia conhecido nos Estados Unidos. O que foi algo muito fácil. Entre clientes de sua loja recrutou quem tivesse os conhecimentos musicais necessários para formar a banda. 
Steve Jones e Paul Cook, guitarrista e baterista, viviam na loja, agora com o nome de Sex. Glen Matlock, baixista, era empregado da loja aos sábados e foi convocado imediatamente. O vocalista que faltava, eles procuraram tambem entre os frequentadores da Sex, um adolescente de dentes podres chamado John Lydon. O teste foi feito na loja, com o vocalista a cantar numa jukebox. Johnny, que nunca tinha cantado na vida antes, foi aprovado pela sua postura e comportamento anti-social. Em resumo, era perfeito para a vaga. Os ensaios começam, John Lydon vira Johnny Rotten. E agora a banda chama-se Sex Pistols.


(Sex Pistols)

Ao conceito da banda, acrescentaram à música simples e alucinada dos punks americanos, letras anarquistas e mais agressivas. 


NO QUE DIZ RESPEITO À MÚSICA: O punk popularizado na Inglaterra (onde logo viria a se tornar um movimento social do proletariado e não mais apenas um estilo musical) foi uma resposta necessária ao rock que estava se levando a sério demais, aos álbuns duplos conceituais, aos solos de dez minutos e às bandas que perdiam de vista o caráter de diversão do rock. O punk embora considerado por muitos anti-música foi na pior das hipóteses um mal necessário para mostrar e conter alguns exageros do progressivismo.


Tempos depois, o baixista e o vocalista, que nunca se deram muito bem, após muitas brigas e desentendimentos, Glen deixa o posto, dando lugar ao adorado e incrível baixista Sid Vicious. A partir daí vocês ja sabem a história (né?!).


(Sid Vicious)

A Sex Pistols se tornou uma banda ícone do punk rock. Hoje é considerada uma das maiores bandas de punk da história, ao lado de Ramones e The Clash.




continua...